Paraguai: 14 milhões de árvores derrubadas em um mês

Eroi foi forçado a sair de sua floresta em 1986. Ele era um xamã, mas parou porque missionários lhe disseram que o xamanismo era obra do diabo.

Eroi foi forçado a sair de sua floresta em 1986. Ele era um xamã, mas parou porque missionários lhe disseram que o xamanismo era obra do diabo.

© Gerald Henzinger/Survival

Um novo relatório revelou que 14 milhões de árvores foram derrubadas em um mês no Chaco paraguaio.

O Chaco é o lar da tribo mais vulnerável do Paraguai, os Ayoreo, e é a maior floresta da América do Sul após a Amazônia. Cientistas já o chamaram de um dos lugares com maior biodiversidade do planeta.

O relatório de Guyra, uma organização ambiental paraguaia, mostra que 28,000 hectares foram destruídos em outubro. O Chaco enfrenta atualmente a mais rápida taxa de desmatamento do mundo.

Parte da terra pertence aos Ayoreo, que foram forçados para fora de suas floresta por pecuaristas. As empresas de pecuária Yaguaraté Porã SA e a espanhola Carlos Casado SA já destruíram enormes trechos de floresta ancestral dos indígenas.

Alguns membros da tribo permanecem isolados. Eles passam suas vidas fugindo de tratores que invadem sua ilha de floresta, cada vez mais reduzida.

Após o primeiro contato, muitos Ayoreo morreram devido a doenças como resfriados e gripes, por não terem imunidade. A assistência médica permanece totalmente inadequada. Muitos estão morrendo por uma doença parecida à tuberculose, e não estão recebendo a ajuda que precisam.

A Survival esta pedindo que o Paraguai pare a destruição desenfreada das terras dos Ayoreo e devolvá-las aos seus legítimos proprietários.